Você trabalha na record TV?
Boa tarde, espero que esteja bem!
Vi que muitos de seus textos foram reunidos do site "https://cultura.culturamix.com/"
Por gentileza, poderia me informar o seu intuito de adicionar estes textos do antigo Egito neste site de Minecraft?
Grata! MelinahSz (talk) 18:39, 5 May 2022 (UTC)
RESPONDENDO
OI, EU SOU ARTHUR SILVA FERRARI, QUAL É SEU NOME, EU PEGO ESSES TEXTOS DA WIKIPÉDIA E COLANDO, TRAGO ELES PRA CÁ!
ONDE VOCE TRABALHA
SEU NUMERO.
Deus Ámon
Ámon (também Amon ou Amun; em grego clássico: Ἄμμων; romaniz.: Ámmon ou Ἅμμων, Hámmon; em egípcio: Yamānu) foi um deus da mitologia egípcia. Seu nome significa "O oculto", uma vez que originalmente era a personificação dos ventos. Durante o Antigo e o Médio Império Amon existiu como uma divindade extremamente local e pouco importante. Adorado em Tebas (uma cidade distante dos grandes centros de poder localizados em Mênfis, Heliópolis e Abidos), Amon provavelmente dividia sua mitologia com mais sete deuses locais. Pouco sabemos desta mitologia primeira que envolvia a figura de Amon nos primórdios da civilização egípcia. Com a fundação da XVIII dinastia e o despontar do Novo Império, Amon muda completamente de status. De origem tebana, os faraós da XVIII dinastia deslocaram definitivamente o eixo do poder para o Alto Egito, fazendo de Tebas sua capital. Magicamente, Amon converte-se no deus do Império, propiciador da vitória nas batalhas e pai de todos os demais deuses do panteão. Como que para legitimar esta mudança de funções divinas, Amon é relacionado a Rá, o mais antigo dentre os deuses que um dia foram adorados como criador da vida e pai de todos os deuses. Sob o nome de Amon-Rá, Amon passa a ser reverenciado sob aspectos criadores e solares. Embora seu nome continue significando O Oculto ou O Escondido, escasseiam as referências de Amon como personificação dos ventos. Origem do nome
O nome de Ámon foi registrado pela primeira vez no idioma egípcio como ỉmn, que significa "O escondido". Como as vogais não eram escritas nos hieróglifos egípcios, egiptólogos reconstruíram a pronúncia de seu nome como Yamānu (/jamaːnu/). O nome sobreviveu no copta como Ⲁⲙⲟⲩⲛ, Amoun.[carece de fontes]
Iconografia
Identificado com o sol, era representado de várias formas: como animal, como homem com cabeça de animal ou como um homem normal com um barrete encimado por duas grandes plumas. Os animais a ele associados eram o ganso e o carneiro. Por isso, este deus podia ser representado sob estas formas, embora a de ganso fosse muito rara. Os sacerdotes que prestavam culto a este deus vestiam túnica branca com capa de pele de leopardo, tinham de raspar a cabeça e não podiam caçar animais relacionados ao deus, nem usar peruca.
Por volta do ano 2 000 a.C., Ámon era o principal deus dos egípcios. Seiscentos anos mais tarde, o Faraó Aquenáton preocupado com o grande poder que os sacerdotes deste deus tinham alcançado, tentou substituir o seu culto pelo de Áton. Porém, à sua morte, o seu sucessor, o Faraó Tutancâmon, fez com que todo o Egito passasse a prestar de novo culto a Ámon. O culto a este deus haveria de acabar definitivamente quando os assírios, no ano 663 a.C., conquistaram Tebas e impuseram o culto aos seus deuses.
O deus Ámon era acompanhado de sua mulher Mut (representada num corpo de mulher, mas com cabeça de abutre ou coroas).
Sacerdotes
Cada sacerdote do deus Ámon deve utilizar sempre uma túnica branca com uma capa de pele de leopardo, ele tem cabeça raspada e não pode fazer certas coisas, como caçar animais relacionados ao deus e usar uma peruca. Ámon tinha o principal centro de culto em Tebas, no Antigo Egito.
Deus Anúbis
Anúbis (em grego clássico: Ἄνουβις) ou Anupo foi como ficou conhecido pelos gregos deus egípcio antigo dos mortos e moribundos, guiava e conduzia a alma dos mortos no submundo, Anúbis era sempre representado com cabeça de chacal, entretanto os egiptólogos mais conservadores afirmam que não há como saber com certeza o animal que o representa, era sempre associado com a mumificação e a vida após a morte na mitologia egípcia, também associado como protetor das pirâmides. Na língua egípcia, Anúbis era conhecido como Inpu (também grafado Anup, Anpu e Ienpw). A menção mais antiga a Anúbis está nos Textos das Pirâmides do Império Antigo, onde frequentemente é associado com o enterro do Faraó. Na época, Anúbis era o deus dos mortos mais importante, porém durante o Império Médio, Osíris. , passou a ter a função de deus primordial dos mortos, enquanto que Anúbis tinha funções menores como por exemplo o preparo do corpo e embalsamento dos mortos, além disso era o protetor do processo de mumificação.
Assume nomes ligados ao seu papel fúnebre, como Aquele que está sobre a sua montanha, que ressalta sua importância como protetor dos mortos e de suas tumbas, e o título Aquele que está no local do embalsamamento, associando-o com o processo de mumificação. Como muitas divindades egípcias, Anúbis assumiu diversos papéis em vários contextos, e nenhuma procissão pública no Egito era realizada sem uma representação de Anúbis marchando em seu início.
A esposa de Anúbis é a deusa Anput, seu aspecto feminino, e a sua filha é a deusa Kebechet.
Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto o coração dele era pesado numa balança e a Pena da Verdade (que pertencia à consorte de Toth, Maat, a deusa da verdade). Caso o coração fosse mais pesado que a pena o defunto era comido por Ammit (um demônio cujo corpo era composto por partes híbridas de leão, hipopótamo e crocodilo), mas caso fosse mais leve a pessoa em questão poderia ter acesso ao paraíso ou a alma voltaria ao corpo. Anúbis era quem guiava a alma dos mortos.
Mumificação
Após ser despedaçado pelo irmão, Seti, Osíris tem seu corpo embalsamado por Anúbis, tornando-o a primeira múmia, e fazendo com que se torne o deus do embalsamento. Os sacerdotes de Anúbis, chamados stm, usavam máscaras de chacais durante os rituais de mumificação. Anúbis é uma das mais antigas divindades da mitologia egípcia e seu papel mudou à medida que os mitos amadureciam, passando de principal deus do mundo inferior a juiz dos mortos, depois que Osíris assumiu aquele papel. O papel funerário de Anúbis é muito importante, pois depois da mumificação os egípcios acreditavam que o coração era entregue ao deus Anúbis; ele pesava-o em conjunto com a Pena da Verdade: se o coração fosse mais pesado que a pena, era pesado de maldade e Ammit, o deus-leão, comia-o; mas se fosse leve de bondade, Anúbis levava-o num barco a atravessar o rio Nilo para ir ter com o deus Osíris, deus da morte e do submundo, ao mundo dos mortos, para viver a "vida depois da morte".
Chacal
A associação de Anúbis com chacais ou cães provavelmente se deve ao fato de estes perambularem pelos cemitérios. Anúbis era pintado de preto, por ser escura a tonalidade dos corpos embalsamados. Apesar de muitas vezes identificado como sab, o chacal, e não como iwiw, o cachorro, ainda existe muita confusão sobre qual animal Anúbis era realmente. Alguns egiptólogos se referem ao "animal de Anúbis" para indicar a espécie desconhecida que ele representava. As cidades dedicadas a Anúbis eram conhecidas pelo grande número de múmias e até por cemitérios inteiros de cães.
Família
A sua mãe é Néftis, que durante uma briga com o marido Seti passou-se por Ísis e teve relações com Osíris.
Anúbis é pai de Qeb-hwt, também conhecido como Kebechet. Em épocas mais tardias, Anúbis foi combinado com o deus grego Hermes,surgindo assim Hermanúbis.
Deusa Amonet
Amonet era uma deusa da mitologia egípcia, a versão feminina do deus Amon. O seu nome significa "A Oculta".
Esta deusa surgiu na época do Império Antigo, tendo o seu culto se consolidado na época do Império Médio .
Na cosmogonia proposta pela Ogdóade de Hermópolis, Amonet era a esposa de Amon. Ambos representavam o intangível, o oculto e o poder que não se extingue. Nesta cidade era representada como uma mulher com cabeça de rã.
Na cidade de Tebas, onde era representada como uma mulher que usa a coroa vermelha do Baixo Egito, será substituída pela deusa Mut como esposa de Amon.
Outra possível forma de representá-la era na forma de vaca.
Amonet desempenhava um importante papel nas cerimónias de entronização do faraó, bem como nas festas de Heb-Sed (jubileu real, geralmente celebrado após trinta anos de reinado), onde era por vezes acompanhada pelo deus Min.
No templo de Amon em Carnaque, o faraó Tutancâmon mandou erguer uma estátua da deusa com Amon.
Amonet foi identificada pelos Gregos como a deusa Atena.
Deusa Anúquis
Anúquis (em grego clássico: Ανουκις) ou Anuquete (Anuket) sig. "abraçar"), na mitologia egípcia, era uma deusa inicialmente ligada à água que com o tempo tornar-se-ia uma deusa associada à sexualidade. Os gregos associaram-na à sua deusa Héstia.
Seu culto estava centrada na região da primeira catarata do Nilo, mas especificamente na ilha de Sehel. Em Elefantina era agrupada com Quenúbis (considerado como o seu marido) e com Sátis. Ela adquiriu grande popularidade em períodos durante os quais o Egito dominava regiões situadas para além da primeira catarata.
Anúquis era representada como uma mulher que tinha sobre a cabeça um toucado formado por plumas ou vegetais. Em alguns casos surge como uma gazela, animal sagrado associado à deusa.
Deus Ápis
Na antiga religião egípcia Ápis (Hapi-ankh) é a personificação da Terra.
O "morto-vivo" (Osíris) encarnou num touro branco sagrado. Era o touro de Mênfis. Simbolicamente representado como um touro negro com um triângulo branco na testa e o disco do sol entre os chifres.
Seu culto está associado com Ptah.
O local onde eram enterrados os seus touros sagrados levava o nome de serapeu.
O escritor satírico Luciano de Samósata ridiculariza o culto a Ápis, comentando que quando grande deus Ápis morre, cada homem corta o seu cabelo; em seguida, através de uma eleição, um dos touros que estão no pasto é levado para o templo, pois a sua beleza superior e porte majestoso mostram que ele é mais que um touro.
Deus Áton
Áton, Aton ou Aten é um neter Egípcio da teosofia conhecida como Atonismo na cidade de Amarna. Historicamente, o primeiro caso de monoteísmo, reconhecido como tal pelos historiadores, foi o culto do faraó Amenhotep IV ou Akhenaton ao deus Aton. "Aton vivo, não há outro exceto ele!", disse o faraó. O monoteísmo é a base central da crença Monoteísta adotada por diversas religiões como o Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, etc..
Segundo a egiptologia moderna, o culto a Aton não é o resultado de uma simples reforma religiosa, ou de um indivíduo em determinado período, mas um processo de mentalidade que ocorreu em um longo espaço de tempo na História, onde Aton é o fruto da metamorfose do deus Ra, e consequentemente alcança a supremacia entre os deuses. As primeiras menções do nome do deus Aton é encontrada por volta da XII dinastia.
Akhenaton na forma de uma esfinge adorando a Aton. Cartucho esquerdo com os nomes de Aton e Akhenaton.
O deus do sol Aton ganhou grande notoriedade no reinado de Amenhotep III, quando ele ainda era retratado como um homem com cabeça de falcão. Durante o reinado de seu sucessor Amenhotep IV, Aton tornou-se a principal divindade do Estado Egípcio. Depois disso, Amenhotep IV mudou seu nome para Aquenáton ( "agradável Aton"), para mostrar a sua estreita relação com esta divindade.
No reino do faraó Aquenáton, o deus Áton era representado como um disco solar, fonte de energia da vida terrena, cujo símbolo dos raios terminavam como mãos que seguravam a chave do Ankh.
Nomes derivados de Aton
Akhenaton: "agrada a Aton"
Ahetaton: "Horizonte de Aton". A cidade capital construída por Akhenaton, localizada na região conhecida como Amarna.
Anhesenpaaton: "Sua vida é Aton"
Baketaton: "Servo de Aton"
Merytaton: "Meu Aton favorito"
Meketaton: "O que olha para Aton"
Neferneferuaton: «O mais bonita do Aten"
Tutankhaton: "Viver à semelhança de Aton"
Deus Atum
Atum é um neter kamitu, adorado em Heliópolis. É o resultado da transformação de Nun (o ser subjetivo) no ser objetivo.
Aparece desde cedo como deus primordial e criador pois deu origem a uma explosão que gerou os demais corpos celestes do universo, mas sendo um evento pré-planejado. Este cria o sol da tarde e quando "torna-se a si mesmo", toma forma de Rá. que inicia os neteru geradores e gera o sol da manhã. Atum foi o criador do céu e da terra separando-os. Mas no momento que "torna-se a si mesmo", une-se a Rá, e se transforma em único ser, que seria chamado de Atum-Rá. Não tendo parceiro, o deus primevo realizou o primeiro ato de criação sem relação sexual: "Então nasceram os gêmeos Shu e Tefnu". Diz se também que Atum cuspiu Shu e vomitou Tefnu, primeiro casal divino, que desenvolveram o ciclo criador e a paz social na terra.
O mito da criação
Horemebe ajoelhado diante ao neteru Atum, Museu de Luxor
Separação de deuses irmãos marca origem do mundo dos humanos. Os primeiros filhos de Rá, Shu (deus do ar) e Téfnis (deusa da umidade).
Como é comum nessa mitologia, os irmãos formaram um casal e tiveram como filhos Geb (deus da terra) e Nut (deusa dos céus). Ao nascer, os netos de Rá se juntaram, formando outro casal. Rá não gostando dessa união ordenou a Shu que ele separasse os filhos. Este empurrou Nut para cima e pressionou Geb para baixo. Enquanto Nut se tornava o céu que cobre o mundo, Geb virou a terra em que vivemos. E Shu permaneceu entre os filhos, representando o ar que as pessoas respiram. Atum era visto com um ser de gênero e identidade não-binária conhecida por muitas vezes como GRANDE ELE-ELA Sol andrógino da maturidade não era nem masculino nem feminino, para atuar em diferentes aspectos manifestou se em forma não-binária. Também existe representações deste usando duas coroas, uma representando o baixo Egito e a outra o alto Egito.
Deusa Bastet
Bastete (em egípcio: bꜣstt; em copta: Ⲟⲩⲃⲁⲥⲧⲉ; romaniz.: Oubaste) ou Baste, na mitologia egípcia, foi uma deusa felina, cultuada desde ao menos a II dinastia (ca. 2 890 a.C.).
Nome
Nos primeiros hieróglifos egípcios, o seu nome parece ter sido bꜣstt. Na escrita egípcia, o segundo -t marca uma desinência feminina, mas normalmente não era pronunciado, e o álefe ꜣ pode ter se movido para uma posição antes da sílaba acentuada, ꜣbst. No primeiro milênio, então, bꜣstt teria sido algo como *Ubaste (<*Ubastat) na língua egípcia, mais tarde se tornando o copta Oubaste. Muito embora hajam tentativas de correlacionar Bastet á Sekhmeth não há relação ou evidência histórica contundente de que as duas divindades seriam as mesmas, Sekhmeth sendo notadamente uma divindade introduzida por corruptores do sistema de crença original Egípcio.
Deus Geb
Geb ou Gebe é o deus egípcio da terra. Era também um dos deuses da enéade. Pai de Osiris, Ísis, Seti e Néftis e marido de Nut.
Índice
1Poderes
2Iconografia
3Família
4Referências
5Bibliografia
Poderes
Estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade no túmulo.
Suas cores eram o verde (vida) e o preto (lama fértil do Nilo). É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. É o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. É sempre representado com um ganso sobre a cabeça, nas pinturas etc
Iconografia
Seu animal representante era o ganso. E ele era comumente representado usando uma coroa com uma pluma e chifres em forma de carneiro.
Família
Filho de Shu e Téfnis, marido de Nut, e pai de Ísis, Néftis, Osíris, Tote e Seti.
Deusa Hator
Hator (em egípcio: ḥwt-ḥr) foi uma das principais divindades na religião do Antigo Egito que desempenha uma variedade de papéis diferentes. Como deusa do céu era a mãe ou consorte do deus do céu Hórus e do deus do sol Rá, ambos os quais eram conectados com a realeza, assim ela era a mãe simbólica de seus representantes terrenos, os faraós. Era uma de várias divindades que atuavam como o Olho de Rá, a contraparte feminina do deus, possuindo um aspecto vingativo sob essa forma que protegia Rá de seus inimigos. Seu lado benevolente representava música, dança, alegria, amor, sexualidade e cuidado maternal, também tendo agido como consorte de várias divindades e mãe de seus filhos. Estes aspectos de Hator exemplificavam a concepção egípcia da feminilidade. Ela também cruzava as fronteiras entre mundos e ajudava as almas mortas a passarem para o pós-vida.
Hator era frequentemente representada como uma vaca, simbolizando seu aspecto maternal e celestial, porém sua forma mais comum era de uma mulher usando um adereço de cabeça formado por chifres de vaca e um disco solar. Também podia ser representada como leoa, cobra ou uma árvore de plátano. Deusas de gado similares a Hator foram representadas na arte egípcia durante o Período Dinástico Precoce, porém ela só foi aparecer no Reino Antigo. Ela se tornou uma das mais importantes divindades do Antigo Egito a partir do padronado dos governantes do Reino Antigo. Tinha mais templos dedicados ao seu culto do que qualquer outra deusa, com o principal ficando em Dendera no Alto Egito. Também era venerada nos templos de seus consortes. Os egípcios a conectavam com terras estrangeiras como a Núbia e Canaã e suas valiosas mercadorias, com algumas pessoas dessas áreas adotando sua veneração. No Egito era uma das divindades comumente invocadas em orações particulares e ofertas votivas.
Deusas como Mut e Ísis invadiram a posição de Hator na ideologia real durante o Reino Novo, porém ela continuou como uma das divindades mais amplamente cultuadas. Hator foi cada vez mais sobrepujada por Ísis a partir do Terceiro Período Intermediário, principalmente durante o Reino Ptolemaico, quando os novos governantes greco-romanos conectaram suas próprias divindades com as egípcias a fim de solidificar seu poder, combinando os traços de Hator e Afrodite em Ísis para o tratamento de suas rainhas. Hator ainda assim continuou a ser venerada em alguns locais até a extinção da religião egípcia em meados do século IV.
Índice
1Origens
2Papéis
2.1Deusa do céu
2.2Deusa solar
2.3Música, dança e alegria
2.4Pós-vida
3Veneração
3.1Templos
3.2Fora do Egito
4Referências
5Bibliografia
6Ligações externas
Origens
A Paleta de Narmer, c. século XXXI. O rosto de uma mulher com chifres e orelhas de vaca, representando Hator ou Bate, aparece duas vezes no topo e no sinto usado pelo faraó
Imagens de gado apareciam frequentemente na arte do Período Pré-Dinástico (antes de c. 3 100 a.C.), assim como imagens de mulheres com braços curvados e para cima semelhantes ao formato dos chifres bovinos. Ambas podem representar deusas conectadas com o gado. Vacas eram veneradas em muitas culturas, incluindo no Egito, como símbolos de maternidade e nutrição, pois cuidavam de seus bezerros e supriam os humanos com leite. A Paleta de Gerzé, uma paleta de pedra do período Nacada II (c. 3500–3200 a.C.), mostra a silhueta de uma cabeça de vaca com chifres curvados para dentro e cercados por estrelas. Ela sugere que a vaca era relacionada com o céu, assim como várias deusas de períodos posteriores que foram representadas dessa maneira: Hator, Meete-Uerete e Nut.
Hator, apesar desses precedentes, só foi ser mencionada ou representada inequivocamente na Quarta Dinastia (c. 2613–2494 a.C.) do Reino Antigo (c. 2686–2160 a.C.), porém vários artefatos que se referem a ela podem na verdade datar do Período Dinástico Precoce (c. 3100–2686 a.C.). Seus chifres de vaca se curvam para fora, diferentemente de para dentro como aqueles que eram representados no Período Pré-Dinástico, quando Hator claramente aparece. Uma divindade bovina com chifres curvados para dentro aparece na Paleta de Narmer no início do Período Dinástico Precoce, tanto em cima da paleta quanto no cinto usado pela faraó Narmer. O egiptólogo Henry George Fischer sugeriu que essa divindade pode ser Bate, uma deusa que foi depois representada com rosto de mulher e uma antena curvada para dentro, aparentemente refletindo a curvatura dos chifres de vaca. Por outro lado, a egiptóloga Lana Troy identificou uma passagem dos Textos das Pirâmides do fim do Reino Antigo que conecta Hator com as vestes do faraó, reminiscente da deusa no cinto de Narmer, sugerindo então que a divindade representada na Paleta de Narmer é Hator e não Bate.
Hator rapidamente cresceu em proeminência durante a Quarta Dinastia. Ela suplantou um antigo deus crocodilo que era venerado em Dendera no Alto Egito para tornar-se a divindade padroeira da cidade, também rapidamente absorvendo o culto de Bate na região vizinha de Hu, assim as duas deusas se fundiram em uma na época do Reino Médio (c. 2055–1650 a.C.). A teologia ao redor do faraó no Reino Antigo, diferentemente de períodos anteriores, focava-se muito no deus do sol Rá como o rei dos deuses e o padroeiro do rei terreno. Hator ascendeu junto com Rá e tornou-se sua esposa mitológica, assim também a mãe divina do faraó.
Papéis
Hator assumiu muitas formas e apareceu em uma variedade de papéis. O egiptólogo Robyn Gillam sugeriu que essas formas diversas surgiram quando a deusa real, padronada pela corte do Reino Antigo, absorveu muitas deusas locais que eram veneradas pela população comum, que foram então tratadas como suas manifestações. Textos egípcios muitas vezes falavam das manifestações da deusa como "Sete Hatores", ou, menos comum, de muito mais Hatores, chegando até a 362. Sua diversidade refletia as diversas características que os egípcios associavam com o divino. Mais do que qualquer outra divindade, ela exemplificava a percepção egípcia da feminilidade.
Deusa do céu
Hator recebeu os epítetos "senhora do céu" e "senhora das estrelas", dizendo-se que habitava no céu junto com Rá e outros deuses solares. Os egípcios enxergavam o céu como um corpo de água através do qual o sol navegava, ligando-o com as águas a partir das quais o sol emergiu no início dos tempos, de acordo com seus mitos de criação. A deusa mãe cósmica era frequentemente representada como uma vaca. Achava-se que tanto Hator quanto Mehet-Weret eram a vaca que deu à luz o deus do sol e que o colocou entre seus chifres. Dizia-se que Hator, assim como outras divindades celestiais, dava luz ao deus do sol toda alvorada.
Seu nome egípcio era ḥwt-ḥrw ou ḥwt-ḥr, normalmente traduzido como "morada de Hórus", mas também pode ser "minha morada no céu". O deus Hórus representava, entre outras coisas, o sol e o céu. A "morada" pode se referir ao céu em que Hórus vivia, ou o útero da deusa da onde ele, como um deus solar, nascia todos os dias.
Deusa solar
Hator também era uma deusa solar, atuando como uma contraparte feminina para os deuses solares Hórus e Rá, sendo um membro do séquito divino que acompanhava Rá enquanto ele navegava pelo céu em sua barca. Ela era comumente chamada de "A Dourada", fazendo referência ao brilho do sol, com textos de seu templo em Dendera dizendo que "seus raios iluminam toda a terra". Hator muitas vezes se fundia com a deusa Nebetetepete, cujo nome pode significar "Senhora da Oferenda", "Senhora do Contentamento" ou "Senhora da Vulva". Em Heliópolis, o principal centro de culto a Rá, Hator-Nebetetepete era venerada como sua consorte. Rudolf Anthes argumentou que o nome de Hator fazia referência a uma mítica "morada de Hórus" em Heliópolis que estava ligada com a ideologia da realeza.
Ela era uma de muitas deusas que que acabavam assumindo o papel de Olho de Rá, a personificação feminina do disco do sol e, por sua vez, uma extensão do poder do próprio Rá. Ele era algumas vezes representado dentro do disco, que Troy interpretou como significando que os egípcios achavam que deusa do Olho era o ventre da onde o deus solar nasceu. Os papéis aparentemente contraditórios de Hator como mãe, consorte e filha de Rá refletiam o ciclo diário do sol. Ao pôr do sol o deus entrava no corpo da deusa, engravidando-a e sendo o pai das divindades que nasciam de seu útero ao nascer do sol: ele mesmo e a deusa do Olho, que depois daria luz a ele. Rá deu origem a sua filha, a deusa do Olho, que por sua vez deu origem a ele, seu filho, em um ciclo de regeneração constante.
O Olho de Rá protegia o deus solar de seus inimigos e era frequentemente representado como um ureu, uma cobra ou uma leoa. Dizia-se que a forma do Olho conhecida como "Hator das Quatro Faces", representada por um conjunto de quatro cobras, ficava de frente para um dos pontos cardeais para vigiar ameaças contra o deus solar. Um grupo de mitos conhecidos a partir do Reino Novo (c. 1550–1070 a.C.) descreviam o que acontecia quando a deusa do Olho ficava descontrolada. No texto funerário chamado de Livro da Vaca Celestial, Rá envia Hator como o Olho a fim de punir humanos que estava tramando contra o seu domínio. Ela se transforma na deusa leoa Sacmis e massacra os revoltosos, porém Rá impede que ela extermine toda a humanidade. Ele ordena que cerveja seja tingida de vermelho e derramada pela terra. A deusa do Olho bebe, achando que era sangue, ficando em um estado inebriado que lhe permite retornar para a forma linda e benigna de Hator. Relacionado com essa história está o mito da Deusa Distante, que data da Época Baixa (c. 664–332 a.C.) e do Reino Ptolemaico (305–30 a.C.). A deusa do Olho, algumas vezes na forma de Hator, revoltou-se contra o controle de Rá e vagou livremente para uma terra estrangeira: Líbia ao oeste ou Núbia ao sul. Rá, enfraquecido pela perda de seu Olho, enviou outro deus como Tote para fazer com que a deusa retornasse para sua forma benigna. Ela voltou a ser a consorte do deus solar ou do deus enviado atrás dela assim que é pacificada. Esses dois aspectos da deusa do Olho, violenta e perigosa contra linda e alegre, refletiam a crença egípcia que as mulheres "englobavam ambas as paixões extremas de fúria e amor".
Música, dança e alegria
Hator passou a ser associada ao menat, o colar musical turquesa que frequentemente era usado pelas mulheres. Um hino a Hator diz:
Tu és a Senhora do Júbilo, a Rainha da Dança, a Senhora da Música, a Rainha da Harpa, a Senhora da Dança Coral, a Rainha dos Louros, a Senhora da Embriaguez Sem Fim.
Essencialmente, Hator havia se tornado uma deusa da alegria e, como tal, era amada profundamente pela população em geral e reverenciada especialmente pelas mulheres, que aspiravam personificar seu papel multifacetado de mãe, esposa e amante. Nesta condição, ela conquistou os títulos de Senhora da Casa do Júbilo e Aquela que Preenche o Santuário com Alegria. O culto a Hator era tão popular que diversos festivais eram dedicados à sua honra - mais do que qualquer outra divindade egípcia - e mais crianças recebiam o seu nome do que qualquer outra divindade. Até mesmo o sacerdócio de Hator era incomum, na medida em que tanto homens quanto mulheres podiam se tornar seus sacerdotes.
Pós-vida
A identidade de Hator como uma vaca, talvez ilustrada como tal na Paleta de Narmer, significava que ela passou a ser identificada com outra deusa-vaca antiga da fertilidade, Bate. Os egiptólogos, no entanto, ainda não sabem responder o porquê de Bate ter sobrevivido como uma deusa independente por tanto tempo; ela estava, de certa maneira, ligada ao Ba, um aspecto da alma, e assim Hator acabou ganhando uma ligação com a vida após a morte. Dizia-se que, com seu caráter maternal, Hator recebia as almas dos mortos no Duat, e lhes fornecia comida e bebida. Também era descrita às vezes como senhora da necrópole. A assimilação de Bate, que estava associada ao sistro, um instrumento musical, também lhe trouxe uma associação com a música. Nesta forma posterior, o culto a Hator passou a ser centrado em Dendera, no Alto Egito, onde era conduzido por sacerdotisas e sacerdotes que também eram dançarinos, cantores e artistas.
Veneração
Templos
Templo de Dendera, mostrando Hator nos capiteis de uma coluna
Como o culto a Hator se desenvolveu a partir dos cultos pré-históricos de adoração à vaca, não é possível se afirmar de maneira conclusiva onde sua veneração ocorreu pela primeira vez. Dendera, no Alto Egito, era um sítio arcaico importante onde ela era cultuada como "Senhora de Dendera". Do Reino Antigo em diante ela passou a ser cultuada em Meir e Cusas, com a região de Giza-Sacará sendo o seu principal centro de devoção. No início do primeiro período intermediário Dendera parece ter se tornado o principal sítio de seu culto, onde ela era considerada mãe e consorte de "Hórus de Edfu". Deir Elbari, na margem ocidental do Nilo, em Tebas, também era um sítio importante de veneração a Hator, desenvolvido a partir de um culto pré-existente à vaca.
Templos (e capelas) dedicadas a Hator):
Templo de Hator e Maat, em Deir Almedina, margem ocidental, Luxor;
Templo de Hator na ilha de Filas, Assuã;
Capela de Hator no Templo Mortuário de Hatexepsute. Margem ocidental, Luxor.
Fora do Egito
Hator foi venerada em Canaã no século XI a.C., que à época era governada pelo Egito, na cidade sagrada de Hazor, ou Tel Hazor, que segundo o Antigo Testamento teria sido destruída por Josué (Livro de Josué, 11:13, 21).
Um dos principais templos de Hator foi construído por Seti II nas minas de cobre de Timna, na Seir edomita. Serabit el-Khadim (em árabe: سرابت الخادم, Serabit al-Khadim ou Serabit el-Khadem) é um local no sudoeste na península do Sinai, onde havia extensa mineração de turquesa durante a Antiguidade. As escavações arqueológicas, realizadas inicialmente por Sir Flinders Petrie, revelaram os antigos campos de mineração e um Templo de Hator que teria existido ali por muito tempo. Os gregos, que se tornaram soberanos do Egito por trezentos anos, antes da dominação romana em 31 a.C., também cultuaram Hator e a associavam com sua própria deusa do amor e beleza, Afrodite (como os romanos fizeram com Vênus).